domingo, 26 de maio de 2013

Cuca lamenta gol nos descontos: 'No México empatamos aos 46 minutos'

Técnico observa que time equilibrou jogo ainda na etapa inicial e conclui que empta seria o melhor resultado para o jogo no Couto Pereira.

 

Nos descontos. Aos 46 minutos do segundo tempo. Foi neste período do jogo que o Atlético-MG conseguiu o gol de empate em cima do Tijuana, quinta-feira passada, pela Libertadores. E também foi neste período que levou o gol que decretou a derrota para o Coritiba neste domingo por 2 a 1, na primeira rodada do Brasileirão. Foi o próprio técnico Cuca quem fez a observação. Para ele, foi uma pena o Galo ter levado o gol no fim da partida, já que, na avaliação dele, foi um confronto equilibrado.
- O Coritiba começou melhor. Foi assim nos dez, 15 primeiros minutos. Mas a gente equilibrou. Fizemos o gol no início do segundo tempo, e o Alecsandro machucou. Ficou fora durante um bom tempo, enquanto tomamos um gol. Tínhamos jogo sob controle. O Coritiba não pressionou - e sempre que jogo aqui eles pressionam. Poderíamos ter ganho naquela chance do Luan, aos 41 minutos. Mas perdemos aos 46. Futebol é assim. No México vencemos aos 46.
O treinador atleticano fez questão de destacar o cansaço do grupo, que voltou a campo cerca de 72 horas após o jogo no México e depois de uma viagem desgastante de lá até o Brasil.
- O time viajou, correu igual ao adversário e, mesmo com cinco jogadores diferenciados, jogamos, no mínimo, igual ao Coritiba. O jogo no segundo tempo foi de controle nosso. Não tivemos muitas oportunidades de matar o jogo, mas não dá tempo para se lamentar muito. O resultado mais justo seria o empate pelo que os times fizeram durante o jogo. Bola pra frente.

 

Título mineiro e empate no México mostra Atlético-MG forte mentalmente

Contra o Tijuana, Atlético-MG obtém ótimo resultado no México após intervalo do jogo.

As imagens de Tijuana 2 x 2 Atlético-MG (Foto: Omar Torres /AFP)
O Atlético-MG via escapar pelas mãos a chance de chegar em uma semifinal inédita em sua história, na Libertadores. Mas foi uma conversa de vestiário, envolvendo a união e confiança dos jogadores que fez o Galo subir a rampa do Estádio Caliente e conse guir empatar o jogo contra o Tijuana, na última quinta-feira.
Tudo bem que o Atlético voltou desacordado para s 45 minutos finais, levando o segundo gol dos Xolos no começo. Mas a equipe mineira logo soube entender a maneira de se jogar no gramado sintético.
- A gente não se encontrava na partida, o Tijuana está invicto em casa. Foi um momento que nos unimos para não tomar mais gols, ficamos concentrados - disse Cuca, que lembrou de reações do Galo diante de resultados ruins, como o jogo contra o Fluminense, no Independência, pelo Brasileirão 2012:
- O Atlético tem mostrado isso há muito tempo, ano passado viramos jogos incríveis, memoráveis, resultados que estavam praticamente selados.
Não se sabe realmente o que ocorreu no intervalo para que o Galo mostrasse nova força de reação. Mas, pelos bastidores do vestiário do Mineirão, no intervalo do clássico do último domingo, nova cobrança dos líderes da equipe (Ronaldinho e Réver) deve ter acontecido e surtido efeito no grupo.
- Jogamos mal o primeiro tempo de dois jogos seguidos, o duelo contra o Cruzeiro este pela Libertadores. Mas como eu disse, soubemos entender o jogo, o gramado, e saímos felizes de campo – disse Diego Tardelli, artilheiro da competição ao lado de Jô, com seis gols.
No jogo de volta, dia 30 de maio, o Galo tem tudo para não dar susto na torcida, atuando no Estádio Independência, onde nunca perdeu.


Em baixa, Coritiba recebe o mistão do Atlético-MG na estreia do Brasileirão

Coxa tenta se recuperar da eliminação precoce na Copa do Brasil e encara o Galo, que poupa titulares para o confronto contra o Tijuana, pela Libertadores.

 

Alex, Coritiba, Diego Tardelli, Atlético-MG (Foto: Arte / Globoesporte.com)

Coritiba e Atlético-MG iniciam, neste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Couto Pereira, na capital paranaense, a longa caminhada do Campeonato Brasileiro 2013. O Coxa, eliminado precocemente na Copa do Brasil na última semana pelo Nacional-AM, foca todas as atenções na nova competição. Com Alex no comando da equipe, a intenção é começar bem e conquistar os três primeiros pontos diante do torcedor. Já o Galo, ainda envolvido na disputa da Taça Libertadores, não terá força máxima na partida, já que poupará jogadores para o confronto de volta das quartas de final do torneio internacional, quinta, diante do Tijuana, do México.
Após a decepção pela eliminação na Copa do Brasil, o Coritiba teve pouco tempo para mudar o foco. A meta do ano, após conquistar o tetracampeonato paranaense, é usar a competição nacional e a Copa Sul-Americana para conquistar uma vaga na Taça Libertadores de 2014. O jogo poderá marcar também o gol 400 da carreira de Alex. A marca poderia ter sido alcançada na última quinta-feira, diante do Nacional-AM, mas o craque desperdiçou uma penalidade máxima.
Para o Galo, a partida servirá para manter a escrita de nunca ter perdido em estreias de Brasileirão, desde quando os pontos corridos se iniciaram, em 2003. Desde então, foram cinco vitórias e cinco empates. Com o pensamento na disputa da Libertadores, o time estreia com o objetivo de não ficar muito atrás na tabela de classificação neste início de disputa. A intenção é contabilizar o maior número de pontos possíveis, até que se encerre a participação do time na competição continental. Nesse caso, um empate na capital paranaense pode até mesmo ser considerado um bom resultado para os atleticanos.
O SporTV transmite a partida para todo o Brasil, exceto para o estado do Paraná.

header as escalações 2
Coritiba: a principal novidade do Coxa em relação ao time da Copa do Brasil é o retorno do zagueiro Chico. De resto, a comissão técnica continua com os mesmos desfalques, sem poder contar com Rafinha e Willian. A escalação alviverde conta com Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Dênis; Júnior Urso, Gil, Robinho e Alex; Geraldo e Deivid.
Atlético-MG: o técnico Cuca deverá poupar alguns titulares, como os meias Ronaldinho Gaúcho e Bernard, por conta da disputa da Taça Libertadores. O treinador manterá o mistério da escalação do Galo até o vestiário. Além dos dois, outros jogadores também poderão ficar fora da estreia. O atacante Diego Tardelli será o grande nome do time, que deverá ser formado por Victor; Carlos César, Rafael Marques (Leonardo Silva), Réver e Junior Cesar; Josué, Leandro Donizete, Rosinei e Diego Tardelli; Luan e Alecsandro.
quem esta fora (Foto: arte esporte)
Coritiba: Rafinha está com uma lesão na coxa esquerda e ficará mais uma semana no departamento médico. O volante Willian está em recuperação física, além do zagueiro Escudero. Keirrison, Bottinelli, Emerson e Everton Costa completam o departamento médico.
Atlético-MG:  o time tem apenas Richarlyson no departamento médico. Além dele, outros vários atletas deverão ser poupados. São os casos de Marcos Rocha, Gilberto Silva, Pierre, Bernard, Ronaldinho Gaúcho e Jô.
header o árbitro (Foto: ArteEsporte)
Wagner do Nascimento Magalhães (RJ) apita a partida, auxiliado por Luiz Antonio Muniz de Oliveira (RJ) e Jackson Massarra dos Santos (RJ). Wagner Nascimento arbitrou 9 jogos no Brasileirão 2012 e, em média, marcou 36,6 faltas, aplicou 7,1 cartões amarelos, 0,22 vermelho e não assinalou pênaltis. O campeonato teve média de 5 amarelos, 0,30 vermelho, 36,7 faltas e 0,23 pênalti.

sábado, 25 de maio de 2013

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Bernard explica atuação ruim no México: 'Nem sempre jogamos bem'

Jogador ainda essaltou que joga sempre com o coração, ao vestir a camisa do Atlético-MG.

 

Bernard (Foto: Pedro Vilela/LANCE!Press)
Bernard não teve a participação ideial na partida contra o Tijuana. Na verdade, ele jogou muito mal. Só que o jogador deu uma 'resposta' para as críticas via Facebook. O camisa 11 destacou que tenta sempre dar o máximo quando veste o manto alvinegro.
Além disso, a joia alvinegra ressaltou que nem sempre terá um rendimento brilhante nas quatro linhas, mas que a vontade será alta para conseguir se destacar em uma equipe cheia de ótimos jogadores.
- Amo essa camisa, tento honrá-la todos os dias e dou meu sangue por ela. Nem sempre jogamos bem, nem sempre marcamos gols, nem sempre conseguimos vencer. Mas todas as vezes jogamos com o coração. Sou Galo doido. Sou Clube Atlético Mineiro!! - escreveu o jogador, em sua fanpage do Facebook.
Bernard deixou o jogo conta o Tijuana, na noite/tarde de quinta-feira, sentindo dores na coxa esquerda, mas, até agora, não preocupa a comissão técnica e médico do Alvinegro. Ele cedeu lugar no intervalo para Luan, que teve um desempenho muito bom, correndo mais que o camisa 11 e anotando o gol de empate do Galo.


 


Pierre é eleito o terceiro mais violento por jogadores

Nomes terminados em "ão", alcunhas de "xerife", semblantes fechados... Os artifícios usados pelos zagueiros são uma tentativa de impor receio nos adversários. Mas Bolívar não precisou de muito para se tornar temido pelos boleiros. Mesmo com o apelido de "general" - famoso no Inter - sendo pouco usado no Botafogo, o defensor foi eleito o jogador mais violento do futebol brasileiro em pesquisa feita pelo GLOBOESPORTE.COM e pela revista “Monet” com 343 atletas de 23 clubes das Séries A e B do Brasileirão.
- Imagina se eu fosse forte, cara (risos) - brincou Bolívar, ao fim da entrevista.
Mas diferente do ano passado, quando Domingos foi disparado o mais indicado com 20,4% dos entrevistados, o camisa 4 do Alvinegro carioca recebeu 26 votos, equivalente a 7,6%, e foi seguido de perto por Cris, do Grêmio (citado 23 vezes, 6,7%), e por Pierre, do Atlético-MG (lembrado por 22 jogadores, 6,4%). Airton, do Inter, e Edinho, do Fluminense, votados respectivamente por 17 e 13 atletas, também não ficaram longe do trio. Atualmente no Al-Kharitiyath, do Catar, o zagueiro mais temido de 2012 ficou esquecido e ganhou só quatro votos nesta temporada. A maioria, porém, ficou em cima do muro. Ao todo, 124 boleiros não responderam a essa pergunta do questionário, correspondente a 36,2%.
info Bolívar Censo (Foto: arte esporte) Brincadeiras à parte, Bolívar rejeitou a fama de violento e atribuiu o número de votos recebidos à falta cometida sobre o lateral-esquerdo Dodô, ex-Bahia, em novembro de 2011. Na ocasião, o zagueiro ainda estava no Inter quando entrou forte numa dividida e causou o rompimento total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo do adversário, atualmente no Roma, da Itália. Na época, o defensor recebeu uma punição inédita do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD): quatro jogos de suspensão mais o mesmo período de recuperação do atleta lesionado. Mas, posteriormente, a pena foi reduzida para dois jogos e 15 dias.
- Acho que o fato que aconteceu com o menino do Bahia acabou acarretando essa votação. Aquela infelicidade causou tudo isso. Mas já é uma página virada, fiquei muito feliz por saber que ele está no Roma. E eu, a partir dali, continuei seguindo a minha vida.
Para driblar o rótulo de desleal, o zagueiro usou seus números do Campeonato Carioca como defesa. Ele disputou 16 das 19 partidas do time no Estadual e cometeu só 35 faltas de acordo com informações do Botafogo. Uma média de apenas 2,2 por jogo. Mas a pesquisa também tem seu lado positivo, na visão do próprio jogador, que considera os votos recebidos como uma forma de respeito.


info jogadores violentos 2 (Foto: arte esporte)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Belletti, sobre o Galo: 'Tapa na cara de quem chamou de 'Cavalo Paraguaio'

Para comentarista, Ronaldinho não se escondeu e comandou o time na reação em solo mexicano. 'Uma equipe pronta para o título', afirmou.

 

O Atlético-MG passou por maus bocados no estádio Caliente, em Tijuana, no México, na partida de ida das quartas de final da Libertadores. A cidade, famosa por virar um refúgio dos adolescentes americanos que buscam festas durante as férias escolares, quase viu o time mineiro, considerado a sensação do futebol sul-americano, ficar próximo da eliminação na competição continental.

O Galo viu o Tijuana abrir 2 a 0 no placar, mas reagiu e empatou, levando um grande resultado para a partida de volta, marcada para a próxima quinta-feira, às 22h em Belo Horizonte, no estádio Independência. Para Belletti, a atuação do Galo contra o Tijuana foi “um tapa na cara” de quem classificou o time como “cavalo paraguaio” na Libertadores.

- Você vê a evolução de um time praticamente perfeito. Perdendo fora de casa, o time não veio abaixo. Com a qualidade dos jogadores e a autoconfiança muito elevada, foi para cima. Sabia da importância do gol fora de casa. O Ronaldo, que na hora que o bicho pega não se esconde, mostrou isso mais uma vez e conseguiu comandar o time nessa hora. Essa evolução do Atlético-MG, nesse momento da competição, mostra uma equipe pronta para o título. Muito se falou que o Atlético-MG é um cavalo paraguaio. É um tapa na cara de quem falou isso. Porque, no momento de dificuldade, eles foram para cima, empataram o jogo e vão decidir em casa – afirmou Belletti.

Para passar às semifinais, o Atlético-MG sequer precisa fazer gol em casa: empates por 0 a 0 ou 1 a 1 garantem a vaga. Novo 2 a 2 leva a decisão para a disputa dos pênaltis.

- Era um jogo com uma história diferente, já previa dificuldade por conta do gramado sintético. E realmente o Atlético-MG teve uma atuação muito ruim no primeiro tempo, não por falta de técnica, ou de condição física. Era adaptação ao gramado mesmo. A qualidade do passe, movimentação, não conseguia arrancar para chegar à frente do zagueiro. E o Tijuana, muito mais acostumado a essas condições, foi realmente melhor. Poderia vencer e até resolver a partida, se o Victor não tivesse tido outra atuação sensacional. Saía, foi para cima e fez o gol com competência. Não é um time ruim, como muita gente andou dizendo. Foi para cima do Atlético-MG até por saber que se quisesse decidir, teria que ser lá – explicou Bob Faria.
LUan atlético-mg tijuana libertadores (Foto: Agência AP)Luan marca o gol do empate contra o Tijuana e deixa o time perto da semi da Libertadores (Foto: Agência AP)
- No segundo tempo, o que o Atlético-MG fez? Quando o passe não funciona, você encurta a distância dos jogadores, facilita o passe. Simplificou o jogo. Chegou ao primeiro gol com a falha da defesa, começou a equilibrar e ganhou um bônus, por não ter se desesperado e ter entendido a mudança de estratégia. Acho que 2 a 2 é um excelente, um sensacional resultado, e conseguiu isso porque entendeu e se adaptou ao jogo –emendou Bob.
Segundo Maurício Noriega, o grade trunfo do time mineiro foi a ousadia colocada em campo, mesmo depois de estar com 2 a 0 contra no placar e enfrentando uma equipe que ainda não havia sofrido seque um gol em atuando em casa.

- Pra mim o grande destaque do Atlético-MG foi a coragem. Algumas equipes ficam na defesa dando chutão. O Atlético-MG vai atrás do gol, vai pra cima. E isso assustou o Tijuana, que não esperava isso. Merece aplauso a postura do Atlético-MG – enfatizou Noriega