Para comentarista, Ronaldinho não se escondeu e comandou o time na reação em solo mexicano. 'Uma equipe pronta para o título', afirmou.
O Atlético-MG passou por maus bocados no estádio Caliente, em Tijuana, no México, na partida de ida das quartas de final da Libertadores. A cidade, famosa por virar um refúgio dos adolescentes americanos que buscam festas durante as férias escolares, quase viu o time mineiro, considerado a sensação do futebol sul-americano, ficar próximo da eliminação na competição continental.
O Galo viu o Tijuana abrir 2 a 0 no placar, mas reagiu e empatou, levando um grande resultado para a partida de volta, marcada para a próxima quinta-feira, às 22h em Belo Horizonte, no estádio Independência. Para Belletti, a atuação do Galo contra o Tijuana foi “um tapa na cara” de quem classificou o time como “cavalo paraguaio” na Libertadores.
- Você vê a evolução de um time praticamente perfeito. Perdendo fora de casa, o time não veio abaixo. Com a qualidade dos jogadores e a autoconfiança muito elevada, foi para cima. Sabia da importância do gol fora de casa. O Ronaldo, que na hora que o bicho pega não se esconde, mostrou isso mais uma vez e conseguiu comandar o time nessa hora. Essa evolução do Atlético-MG, nesse momento da competição, mostra uma equipe pronta para o título. Muito se falou que o Atlético-MG é um cavalo paraguaio. É um tapa na cara de quem falou isso. Porque, no momento de dificuldade, eles foram para cima, empataram o jogo e vão decidir em casa – afirmou Belletti.
Para passar às semifinais, o Atlético-MG sequer precisa fazer gol em casa: empates por 0 a 0 ou 1 a 1 garantem a vaga. Novo 2 a 2 leva a decisão para a disputa dos pênaltis.
- Era um jogo com uma história diferente, já previa dificuldade por conta do gramado sintético. E realmente o Atlético-MG teve uma atuação muito ruim no primeiro tempo, não por falta de técnica, ou de condição física. Era adaptação ao gramado mesmo. A qualidade do passe, movimentação, não conseguia arrancar para chegar à frente do zagueiro. E o Tijuana, muito mais acostumado a essas condições, foi realmente melhor. Poderia vencer e até resolver a partida, se o Victor não tivesse tido outra atuação sensacional. Saía, foi para cima e fez o gol com competência. Não é um time ruim, como muita gente andou dizendo. Foi para cima do Atlético-MG até por saber que se quisesse decidir, teria que ser lá – explicou Bob Faria.
Segundo Maurício Noriega, o grade trunfo do time mineiro foi a ousadia colocada em campo, mesmo depois de estar com 2 a 0 contra no placar e enfrentando uma equipe que ainda não havia sofrido seque um gol em atuando em casa.
- Pra mim o grande destaque do Atlético-MG foi a coragem. Algumas equipes ficam na defesa dando chutão. O Atlético-MG vai atrás do gol, vai pra cima. E isso assustou o Tijuana, que não esperava isso. Merece aplauso a postura do Atlético-MG – enfatizou Noriega
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